Seu movimento está ótimo mas a conta bancária não reflete isso? Segundo o Sebrae, 52% das empresas que fecham têm lucratividade incorreta ou falta de capital de giro. Ou seja, vendas podem ser boas, mas se não houver lucro e a necessidade de caixa for mais alta que a receita, você venderá sem ver a cor do dinheiro. Portanto, vender muito e não ter lucro não é apenas frustrante, é insustentável.
Por que vender muito e não ter lucro? As causas principais são precificação errada que não cobre custos, perdas e quebras acima de 2,5%, custos operacionais descontrolados, capital de giro mal dimensionado e mistura de conta pessoal com empresarial. Além disso, faturamento alto nem sempre é sinal de lucro desejado. Consequentemente, você precisa de um sistema que controle cada centavo e mostre onde está vazando dinheiro.
Faturamento não é lucro
Muitos donos de loja celebram quando o faturamento sobe. Entretanto, o faturamento é a soma de toda receita que entra, enquanto o lucro é esse valor menos os gastos.
Na verdade, você pode faturar R$ 100 mil e ter lucro de apenas R$ 2 mil. Ou seja, margem de 2%. Portanto, todo esforço resulta em retorno mínimo.
Além disso, confundir esses conceitos leva a decisões erradas. Por exemplo, achar que está indo bem quando na verdade está quebrando silenciosamente.
Veja aqui o que o Sebrae fala sobre diferença entre lucro e faturamento
Precificação errada mata o lucro
A causa número um para vender muito e não ter lucro é preço mal calculado. Quando o preço de venda não cobre custos envolvidos na produção ou prestação do serviço, a empresa atua no prejuízo.
Você está copiando o concorrente
Muitos varejistas olham apenas o preço da concorrência. Entretanto, usar concorrentes como régua de preço é terrível erro, pois não há como determinar se eles estão tendo lucro.
Portanto, calcule seus próprios custos. Ou seja, some custo do produto, impostos, frete, despesas operacionais e margem mínima.
Além disso, cada loja tem estrutura de custos diferente. Consequentemente, seu preço precisa refletir sua realidade, não a do vizinho.
Promoções destroem margem
Promoções agressivas sem planejamento drenam lucro rapidamente. Por exemplo, “50% de desconto” pode gerar movimento mas não pagar as contas.
Portanto, calcule sempre o impacto real. Ou seja, mesmo com desconto, você precisa manter margem mínima aceitável.
Além disso, promoções devem ter objetivo claro. Consequentemente, desencalhar estoque vencendo? Ótimo. Vender abaixo do custo? Péssimo.
Perdas e quebras invisíveis
Pesquisas mostram que entre 2,5% e 3% é o volume máximo de perdas aceitável no varejo. Entretanto, muitas lojas operam com perdas acima disso sem perceber.
Produtos vencidos custam caro
Cada item que vence na prateleira é prejuízo puro. Além disso, você pagou fornecedor, frete e armazenamento.
Consequentemente, implemente controle de validade rigoroso. Por exemplo, sistema que alerte produtos próximos ao vencimento.
Dessa forma, você faz promoção relâmpago antes de perder totalmente. Portanto, recupera pelo menos parte do investimento.
Furtos drenam dinheiro
Furtos externos e internos acontecem diariamente. Além disso, muitos varejistas subestimam esse problema.
Portanto, invista em câmeras e controles antifurto. Ou seja, produtos de alto valor merecem atenção especial.
Além disso, treine equipe para identificar comportamentos suspeitos. Consequentemente, reduz perdas sem criar ambiente hostil.
Erros operacionais somam
Produtos digitados errados no sistema, descontos aplicados indevidamente e notas canceladas geram vazamentos. Entretanto, como são pequenos, passam despercebidos.
Portanto, audite operações regularmente. Por exemplo, confira relatório de cancelamentos e descontos diários.
Dessa forma, identifica padrões anormais. Consequentemente, corrige antes virar prejuízo grande.
Custos operacionais descontrolados
Quando gastos operacionais e custos fixos consomem grande parte da receita, o lucro tende a diminuir ou desaparecer.
Aluguel pesado demais
Se o aluguel representa mais de 10% do faturamento, há problema. Além disso, esse custo fixo não negocia.
Portanto, avalie se o ponto justifica o valor. Ou seja, o movimento compensa?
Entretanto, mudar de ponto tem riscos. Consequentemente, negocie redução ou melhores condições antes.
Energia elétrica mal gerida
Iluminação excessiva, ar-condicionado sem controle e equipamentos antigos consomem energia à toa. Além disso, a conta pesa no fim do mês.
Portanto, troque lâmpadas por LED. Ou seja, investimento se paga em meses.
Além disso, regule temperatura de freezers corretamente. Consequentemente, economiza sem comprometer produtos.
Folha de pagamento ineficiente
Funcionários ociosos custam caro. Entretanto, muitas lojas mantêm equipe superdimensionada.
Portanto, analise produtividade individual. Por exemplo, quanto cada funcionário gera de receita.
Dessa forma, identifica onde otimizar. Consequentemente, mantém equipe enxuta e eficiente.
Capital de giro travado
Quando o capital de giro está elevado, há grande necessidade de caixa para manter operações. Ou seja, você tira dinheiro do bolso constantemente.
Estoque excessivo aprisiona capital
Comprar demais porque “estava barato” trava dinheiro. Entretanto, ter capital imobilizado não é bom, pois retiramos dinheiro do caixa e esse capital poderia ser usado em outras áreas.
Portanto, compre apenas o necessário. Por exemplo, se produto gira em 10 dias, não estoque para 30.
Além disso, negocie prazos maiores com fornecedores. Consequentemente, paga depois de já ter vendido.
Prazos de recebimento longos
Vender a prazo longo sem capital para segurar é suicídio. Além disso, você paga fornecedor antes de receber do cliente.
Portanto, equilibre prazos. Ou seja, prazo de recebimento deve ser menor ou igual ao de pagamento.
Além disso, considere oferecer desconto para pagamento à vista. Dessa forma, melhora fluxo de caixa.
Retiradas excessivas
Tirar muito dinheiro da empresa para uso pessoal compromete capital de giro. Entretanto, muitos donos não separam contas.
Portanto, defina pró-labore fixo. Ou seja, seu “salário” mensal como sócio.
Além disso, resista à tentação de retirar lucro antes da hora. Consequentemente, empresa fica saudável.
Ponto de equilíbrio não atingido
O ponto de equilíbrio mede o faturamento necessário para pagar todos os custos. Entretanto, muitas lojas vendem abaixo desse valor.
Calcule seu ponto mínimo
Primeiro, some todos os custos fixos mensais. Ou seja, aluguel, salários, energia, internet, impostos.
Em seguida, calcule margem de contribuição média dos produtos. Portanto, preço de venda menos custos variáveis.
Dessa forma, divide custos fixos pela margem percentual. Consequentemente, descobre faturamento mínimo necessário.
Meta mensal clara
Se seu ponto de equilíbrio é R$ 50 mil, você precisa faturar no mínimo isso. Entretanto, apenas empata.
Portanto, meta real deve ser 30% acima do ponto de equilíbrio. Ou seja, R$ 65 mil para ter lucro de verdade.
Além disso, divida meta por dias úteis. Consequentemente, sabe quanto precisa vender por dia.
Gestão financeira amadora
Quando há erros na gestão financeira, muitas vezes sem perceber, não manter bom controle de custos e gestão de compras gera receita desastrosa.
Mistura de contas
Usar dinheiro da empresa para gastos pessoais e vice-versa é erro fatal. Entretanto, é extremamente comum em pequenos negócios.
Portanto, separe completamente as contas. Ou seja, conta bancária PJ e PF diferentes.
Além disso, registre toda movimentação. Consequentemente, sabe exatamente quanto a empresa tem.
Fluxo de caixa inexistente
Não saber quanto entra e sai diariamente é voar às cegas. Entretanto, muitos varejistas não fazem controle.
Portanto, use planilha simples ou sistema de gestão. Ou seja, registre tudo que movimenta.
Dessa forma, antecipa problemas. Por exemplo, vê que mês que vem faltará dinheiro e age antes.
Decisões no achismo
Tomar decisões sem olhar números é apostar no escuro. Entretanto, experiência sozinha não basta mais.
Portanto, base decisões em dados reais. Por exemplo, qual produto dá mais lucro? Qual horário vende mais?
Além disso, sistemas modernos geram relatórios automaticamente. Consequentemente, você tem informação para decidir bem.
A solução: sistema de gestão completo
Para transformar faturamento em lucro real, você precisa de controle total. Entretanto, fazer manualmente é impossível.
Controle automático de custos
Sistema integrado calcula automaticamente custo real de cada produto. Ou seja, considera frete, impostos e rateio de despesas.
Dessa forma, você precifica corretamente. Além disso, identifica produtos com margem negativa.
Consequentemente, para de vender com prejuízo. Portanto, cada venda gera lucro de verdade.
Gestão de perdas e quebras
Relatórios mostram exatamente onde está vazando dinheiro. Por exemplo, produtos vencidos, cancelamentos excessivos e diferenças de estoque.
Além disso, alertas automáticos avisam problemas antes virarem prejuízo. Consequentemente, você age preventivamente.
Dessa forma, mantém perdas abaixo de 2,5%. Portanto, protege margem de lucro.
Fluxo de caixa em tempo real
Dashboard mostra situação financeira atualizada. Ou seja, quanto tem disponível, quanto vai entrar e quanto vai sair.
Além disso, projeta cenários futuros. Por exemplo, se comprar X, quando precisa pagar e quando vai receber.
Consequentemente, nunca fica sem dinheiro no momento crítico. Portanto, opera com tranquilidade.
Resumo
Vender muito e não ter lucro acontece por precificação errada que não cobre custos, perdas acima de 2,5%, custos operacionais descontrolados e capital de giro mal dimensionado. Além disso, misturar conta pessoal com empresarial e não atingir ponto de equilíbrio agravam o problema. Consequentemente, o faturamento não se transforma em dinheiro real. Portanto, você precisa de sistema de gestão que controle custos automaticamente, gerencie perdas, mostre fluxo de caixa em tempo real e forneça dados para decisões corretas. Dessa forma, transforma movimento em lucro sustentável.
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